sexta-feira, 22 de junho de 2012

REFLEXÃO COM BASE NO VIDEO MOTIVAÇÃO PARA O SUCESSO


As imagens do filme GLADIADOR e o texto motivacional já falam tudo, mas como gosto de escrever, resolvi ir um pouco além. Esta reflexão foi elaborada em 2007, quando participava do curso Profuncionário.

Podemos dizer que o filme Gladiador se sustenta em quatro pilares: CONFIANÇA, RESPEITO, ESPÍRITO DE LIDERANÇA E INVEJA. A confiança e o respeito são os sentimentos que movem o Imperador MARCUS AURELIUS, levando-o a quebrar a tradição nomeando como sucessor em caso de sua morte o general Maximus, alguém que não têm consigo os laços sanguíneos. O espírito de liderança é a principal característica que faz do General MAXIMUS um homem respeitado e admirado pelo imperador e soldados. A inveja, aliada a ambição, colabora para que COMODUS trame a morte do próprio pai,  em seguida a de Maximus e sua família. Todos estes sentimentos se mesclam para o enredo do filme. Um dos diálogos mais emocionantes acontece entre Marcus Aurelius e Comodus: Ao tomar conhecimento da escolha do pai, Comodus quer saber quais as razões o fizeram  eleger Maximus como sucessor. O Imperador fala das qualidades do general, o filho diz que possui outras qualidades que o  pai desconhece. Neste diálogo o pai reconhece que o fracasso do filho é também o seu fracasso, pois, esteve ausente por muitos anos da vida do filho e talvez  isto justifique o fato de não ver no filho as qualidades que considera importantes para seu sucessor.
Como paralelos do filme e nossas vidas, podemos pensar na forma como educamos nossos filhos, sobrinhos e até mesmo nos permite avaliar qual tem sido a nossa contribuição para a educação das crianças do nosso local de trabalho. Devemos pensar se realmente, estamos valorizando as qualidades dos filhos, alunos, enfim, de todos que estão a nossa volta. Será que conseguimos enxergar as verdadeiras qualidades destas pessoas? Ou apenas, queremos que eles sejam aquilo que nos agrada?
 No filme, o imperador nutre o desejo de que seu lugar seja ocupado, pela pessoa que ele julga mais capacitada, mesmo que isto significa quebrar uma tradição milenar ferir e ignorar os sentimentos do filho.
Em todo lugar, existe a necessidade de alguém para comandar: em nossa casa, na escola, no município, estado e país. Somos capazes de eleger alguém tendo em vista, suas melhores qualidades? Somos capazes de ver além das aparências? E se amanhã você precisar suceder alguém no seu trabalho? Será que você se sente capaz de fazê-lo? E se a escolha for outro e não você?
Ao ver sua vida ser transformada da noite para o dia, Maximus precisou fazer uma escolha. Ficar lamentando seus dissabores ou preparar-se para encarar a nova realidade. Ao optar por seguir em frente, ele precisou replanejar sua vida, seus propósitos. Agora seu objetivo já não é o mesmo de quando conversou com o Imperador. Ele precisou reconstruir a si mesmo para atuar em um novo cenário, mas também no cenário que já estava acostumado. Só que agora, com outros propósitos. Os soldados romanos trazem no braço um tipo de tatuagem que os identificam. Após ser capturado pelo mercador, o general Maximus olha para seu braço e decide livrar-se daquilo que o identificava como soldado romano. Ao fazer isto, ele iniciou um processo de construção de uma nova identidade. Às vezes, essa reconstrução exige esforços incalculáveis, atém mesmo a destruição de algo que antes era importante para nós. Maximus cortou literalmente a própria carne para livrar-se daquilo que o identificava com seu passado. Em outros tempos essa identificação era importante e até necessária para impor, mas diante da nova realidade, trazer esta marca só atrapalhava seus novos projetos.
Reconstruir nossa identidade... não é o que nós cursistas estamos fazendo? Não estamos procurando livrar-nos de uma identidade e reconstruir uma nova? É claro que não precisamos cortar literalmente nossa carne, mas precisamos repensar nossa conduta diante dos novos desafios e das novas descobertas.
Outro ponto interessante para se pensar: quantas vezes foi preciso recomeçar diante das perdas, de uma doença, ou de algo que não estava previsto. Temos no mínimo dois caminhos: seguir em frente, replanejar ou ficar parado lamentando. Pense em alguma situação em que foi preciso replanejar, recomeçar, reconstruir....
Uma parte da mensagem (video motivacional) diz que muitas vezes, precisamos nos recompor para atuar em outros cenários. É o nosso caso, estamos tentando nos reconstruir como profissionais para atuar no mesmo cenário (a escola) mas também em outros. Isto significa dizer que, certamente, nossos companheiros continuarão fazendo as mesmas coisas, agindo do mesmo modo, portanto, nós seremos o diferencial.
Ao replanejar sua vida e traçar novas metas, Maximus contou com a colaboração de muitos: o mercador, Juba, e até mesmo das pessoas que ele precisou enfrentar e vencer. Ao chegar a Roma e ser identificado, outros foram seus aliados. No filme ao ser acorrentado ao companheiro Juba e em seguida, lançados na arena, Maximus percebeu que precisava do companheiro para sobreviver, pois a morte de um significaria obstáculo para o outro. Ambos fizeram diferente dos demais, uniram forças para vencer. Isto é, enquanto os outros se preocupavam em salvar as próprias vidas, Maximus e Juba perceberam que precisavam olhar além de si mesmos e descobrir que o potencial do outro era tão importante quanto o seu, portanto o êxito da luta só seria possível com a  união de forças.
Em nossas vidas, quantas vezes precisamos contar com aliados para chegarmos aos nossos objetivos? Será que somos capazes de perceber que o potencial do outro não é uma ameaça, mas tão somente o reforço que precisamos para vencer um obstáculo? Pense no trabalho que desempenhas na escola, no quanto é importante o espírito de cooperação. Quais são os nossos aliados do dia-a-dia? Companheiros, filhos, familiares de um modo geral, vizinhos, colegas de trabalho, amigos... A lista pode ser infinita. O que precisamos é compreender quando e como cada um terá sua importância em nossa vida. Às vezes, precisamos ficar bem próximos, outras vezes nem tanto. Precisamos, contudo, tomar o cuidado para que o outro não se torne um fardo para nós e tampouco nós um fardo, um empecilho para o outro.
Maximus tinha um propósito: vingar a morte do Imperador e de sua familia. Ao chegar a Roma, ele quer alcançar sua meta. Entretanto, ele não sabia o que o esperava e talvez isto, tenha contribuído para sua morte. Muitas vezes precisamos ter o cuidado para não colocar em risco a nós mesmos. Precisamos agir com sabedoria e discernimento. Os maus sentimentos como ira, ódio, raiva, desejo de vingança são como uma nuvem que nos impede de ver claramente, caminhar com mais segurança e obter êxito.
Muitas pessoas foram sacrificadas para que Maximus alcançasse o seu objetivo. Pense nos nossos aliados do dia a dia, principalmente nos mais próximos, às vezes são sacrificados para que cheguemos a algum lugar (seja concluir ou iniciar um estudo, ou mesmo o trabalho excessivo que nos ausenta de filhos e companheiros)... A vida segue seu curso, o tempo não para só porque algo não está bom. O mundo é como uma arena, enfrentamos feras,  desafiamos e quebramos regras, recriamos novas regras. Perdemos, ganhamos, somos aplaudidos, vaiados, acertamos, erramos, recomeçamos. Temos sede, de vida, de luta, de vitória. Enfim, somos seres em constante busca por algo que acreditamos ser o melhor. É isso que nos dá sentido de vida, felicidade e esperança.

Por Marilene Dias machado - elaborado em 11 de outubro de 2007. Revisado em 22/06/2012

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